quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A televisão: bênção ou maldição?

A televisão é um misto de bem e mal, uma vez que, ao mesmo tempo em que traz a informação e o lazer, tornando as pessoas a cada dia mais inteligentes e alegres, também traz em sua bagagem programas altamente nocivos e manipuladores, capazes de gerar a alienação e passividade de multidões.

Além de entreter com seus programas de comédia, shows, filmes e desenhos, a televisão traz informações da atualidade através dos telejornais, documentários e programas de entrevista, que servem como auxílio para que as pessoas possam saber o que está acontecendo na sociedade em que vivem. Rubem Braga, no texto “Ela tem alma de pomba”, descreve a televisão como a companheira e amiga que lhe consola e lhe distrai em todos os mementos.

Ademais, o avanço tecnológico e capitalista dos últimos tempos ocasionou o individualismo desenfreado, e o televisor, assumiu um importe papel familiar minimizando os problemas advindos do progresso, proporcionado ao telespectador programas de entretenimento que possibilitam a essas pessoas uma interação com o mundo exterior, diminuindo assim, os efeitos desse sofrimento. Paes, em seu poema “À televisão”, relata que esse aparelho possui ainda aspecto de provedor de todas as necessidades humanas, gerando prazer até mesmo no isolamento.

Por outro lado, Eduardo Galeano, no texto “A televisão”, faz uma breve reflexão sobre o televisor e, apesar apresentá-lo como salvador da solidão e da noite, afirma ser esse também, o controlador da realidade. Cabe ainda mencionar que, por ser a televisão um instrumento que transmite ideias de outras pessoas, só que como em um monólogo, não há a possibilidade de seus espectadores se posicionarem diante do que está sendo exposto, gerando nos mesmos uma passividade, uma vez que eles tão somente absorvem as colocações por ela estabelecidas, ou seja, a televisão furta-lhes a capacidade de raciocinar, protestar e de serem ouvidos. Essa passividade acaba acarretando a alienação, haja vista que, na maioria das vezes, as pessoas tão somente recebem conceitos pré-estabelecidos por pensadores manipuladores.

Conforme pode-se observar nas disposições supraditas, é impossível desvencilhar a televisão do progresso, por ser um importante veículo de comunicação para a humanidade, pois através dela temos conhecimento dos mais diversos fatos do tempo passado, presente e futuro, porém, há de se convir também que, por ser tão abrangente sua atuação social, a televisão não ficaria imune aos anseios de poderosos e gananciosos, por isso, é perfeitamente perceptivo que ela acabe por causar males homéricos à humanidade. No entanto, há algumas indicações de como lidar com essa nocividade incontrolável, como a escolha de programas saudáveis, a busca de outros meios de comunicação para refletir sobre ideias, o uso não excessivo e, principalmente, o diálogo com outras pessoas a fim de manifestar também suas ideias.

Denise Ribeiro

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A leitura amplia os horizontes e desenvolve...
*Capacidade de aprender                       
*Qualidade de vida                
*Expressão                                   
*Liberdade
*Competência                                                    
Memorização
*Criatividade                                                      
*Cidadania
*Autoestima                    
*Raciocínio
*Cultura                                                                  
*Imaginação

                                            Conhecimento
Do mundo e de si mesmo      De saberes diversos


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UM PAÍS CHAMADO LISARB

                                                                      Geraldo Tite Simões
Em algum ponto do hemisfério sul existe uma ilha muito curiosa chamada Lisarb. Alguns dizem ser apenas mitológica, outros juram de pés juntos que já viram e até visitaram, mas poucos de fato conseguiram confirmar com exatidão sua localização geográfica. Tanto faz, porque verdadeira ou não, Lisarb é uma referência quando se trata de comportamento social. Tudo se dá exatamente ao contrário do que nos outros países do mundo. Quer um exemplo? Todo cidadão lisarbiano já nasce estelionatário. Isso mesmo, basta vir ao mundo para que os sistemas legislativo e judiciário o considerem um esteliontário. Então, quando finalmente atingir a idade adulta e quiser comprar uma moto financiada, terá de assinar uma montanha de documentos para provar que não é ladrão, falsificador, sacripanta, trambiqueiro, gatuno ou coisa pior. Depois, quando quiser vender esta mesma moto terá de assinar o documento de transferência na frente de um escrivão e sua assinatura será submetida a um perito que, só depois de confirmada a autenticidade, irá carimbar o papel, atestando que o cidadão lisarbiano não é mais um estelionatário, como no dia em que nasceu. Curiosamente, mesmo com toda esta preocupação, Lisarb é um dos países campeões mundiais de roubo de carros e motos!
Outra manifestação contrária neste curioso país diz respeito aos impostos. Uma moto ou carro novíssimos, com modernos itens de segurança e perfeitamente funcional devem pagar um imposto de circulação extremamente alto. Tão alto que até parcelam em 3 vezes. Já os veículos velhos, com 10 ou 15 anos de uso, pagam um imposto ridículo para circularem emitindo mais poluentes, com condições de segurança reduzidíssimas, e invariavelmente quebram no meio da rua, infernizando a vida dos outros cidadãos que rodam de carro novo e pagam um baita imposto.
Na administração do dinheiro público os lisarbianos são campeões do antagonismo. Em uma de suas maiores cidades foi construída uma avenida de 4 km, que liga nada a lugar nenhum, ao custo de 800 milhões de dólares. Ou seja, cada km custou 200 milhões de dólares. Seguramente é o km linear de avenida mais caro do planeta. E a justificativa para este investimento é a qualidade desta avenida: tem quatro faixas, é totalmente iluminada, transmite segurança aos usuários, mas a velocidade máxima permitida é de apenas 60 km/h e existem radares que flagram os motoristas que superam este limite. E se alguém perguntar qual a razão de um limite tão baixo, a resposta é igualmente curiosa: é porque os lisarbianos são maus motoristas e usam carros mal conservados.
Ainda no trânsito os lisarbianos revelam características interessantes. Os carros mais modernos são equipados com luzes de neblina na frente e atrás, uma preocupação das fábricas com a segurança dos motoristas e pedestres. No entanto, nas noites de céu claro, em ruas bem iluminadas, pode-se ver milhares de motoristas com as luzes de neblina acesas! E sabem o que eles fazem quando a condição de visibilidade cai drasticamente? Se esquecem das luzes de neblina! É, ou não é, um país verdadeiramente do contra?
Outro item curioso nos carros dos lisarbianos são os engates. Parece que todo cidadão em Lisarb tem algum tipo de atividade que obriga a puxar carretas. Qual nada! Estes engates servem para proteger os pára-choques traseiros dos carros! Ou seja, são pára-pára-choque!
Ah, e não se iluda com a educação desta gente. Nas avenidas mais movimentadas, assim como nas estradas, estranhamente os motoristas mais lentos usam a faixa mais à esquerda, que nos países normais são usadas pelos carros mais rápidos. Em compensação, quem tem pressa tem de usar as faixas da direita. Até parece que o louco sou eu!
Sociais
Quando o assunto esbarra nas questões mais sociais, digamos, como a política de isonomia racial, os lisarbianos são ainda mais curiosos. Basta um um lisarbiano negro ou mulato pilotar uma moto para que a polícia interrompa o percurso deste cidadão “para averiguar os documentos”. Em Lisarb, os negros e mulatos são tratados sempre como suspeitos, mas diariamente os jornais estampam fotos de políticos acusados de corrupção, desvio de verba, prevaricação e, na totalidade, são brancos. Não é um país curioso?
Uma das mais recentes invenções nas grandes cidades de Lisarb foi a taxa do lixo. Trata-se de um imposto cobrado pelas autoridades municipais, a título da varreção diária que os garis fazem nas ruas. E, curiosamente, não se consegue andar 50 metros nesta grande cidade de Lisarb sem pisar num cocô de cachorro. Certamente os garis de Lisarb têm nojo de varrer cocô. Ou os cachorros lisarbianos são os maiores produtores de cocô do mundo. Não seria de se admirar se um dia for criada a “taxa de cocô”, destinada a garis de narizes menos sensíveis que fariam a varreção desta porcaria.
Fictício, ou não, Lisarb é um país de clima ameno, propício aos passeios de moto e que tem lá seu jeito muito especial de manter seus filhos presos à ele. É mais uma de suas contradições: todo mundo acha ruim, mas ninguém sai de Lisarb.

Fonte: http://www.motonline.com.br/um-pais-chamado-lisarb/   em 30.06.2004           

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terça-feira, 18 de maio de 2010

SUBSTANTIVO

É a palavra variável em gênero, número e grau que dá nome aos seres em geral.

São, portanto, substantivos:

a) Os nomes de coisas, pessoas, animais, vegetais, minerais e lugares.

Ex: mesa, cadeira, Roberta, Alessandra, gato, Gérbera, manganês, Lisboa, Brasil.

b) Os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres.

Ex: beleza, altura, bondade, tristeza, estudo, trabalho.

escola - casa - sol - mico    -   EXISTEM

fada - lobisomem - bruxa -  IMAGINAMOS EXISTIREM


Os substantivos comuns se escrevem com letra minúscula; os substantivos próprios se grafam com letra maiúscula inicial.

Qualquer palavra pode ser substantivada. Para tanto, basta precedê-la de um artigo.

Ex: O amar e o odiar não conhecem limites. (verbos substantivados)

O não é uma palavra cruel. (advérbio substantivado)

FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS

Quanto à formação, o substantivo pode ser primitivo ou derivado, simples ou composto.

PRIMITIVO – quando não provém de outra palavra existente na língua portuguesa. Dá origem a outras palavras.

Ex: casa, ferro, flor, pedra, jornal.

DERIVADO – quando provém de outra palavra da língua portuguesa. Se origina de outra palavra.

Ex: casebre, florista, pedreiro, jornaleiro.

O processo de formação de novas palavras chamamos de DERIVAÇÃO que consiste no acréscimo de prefixos e/ou sufixos à primitiva.

No processo de formação de palavras distinguem-se:

AFIXOS – são elementos que se juntam ao radical a fim de formar palavras novas.

• PREFIXAÇÃO – quando vêm antes do radical.
Ex: des                leal
   Prefixo           radical

SUFIXAÇÃO – quando vêm depois do radical.
Ex: feliz                  mente
   Radical               sufixo

PARASSINTÉTICA – a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por parassíntese Formam-se principalmente verbos.
Ex: en       tard        ecer                                en         trist         ecer
  Prefixo   radical   sufixo                          Prefixo    radical     sufixo

IMPORTANTE:
Em infelizmente, não há parassíntese, uma vez que o prefixo e o sufixo não se agregam ao mesmo tempo ao radical, as palavras infeliz e felizmente possuem existência autônoma na língua. Por outro lado, em entristecer ocorre parassíntese, uma vez que o prefixo e sufixo agregaram-se ao mesmo tempo ao radical, não existem as palavras entriste e tristecer.

SIMPLES – quando é formado por um só radical. Apresenta só um vocábulo (palavra).
EX: água, amor, casa, roupa, rua, pé, tempo.

COMPOSTO - Quando é formado por mais de um radical. Apresenta mais de um vocábulo (palavra).
Ex:Água-de-colônia, couve-flor, guarda-roupa, lobisomem, amor-perfeito.


CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS

Quanto ao elemento que designa, o substantivo classifica-se em comum ou próprio, concreto ou abstrato.

COMUM – designa genericamente qualquer elemento da espécie.
Ex: aluno, cidade, menino, país, rio.

PRÓPRIO - designa especificamente um determinado elemento, indica um só ser de uma mesma espécie.
Ex: Brasil, Paloma, Casa de Saúde São Januário, Espanha.

CONCRETO – designa os seres, de existência real ou não, propriamente ditos, tais como coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifique que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo concreto, mesmo que ele não possua existência real.
Ex: livro, ar, bruxa, fada, saci, caneta.

ABSTRATO – designa os seres que não existem por si, isto é, só existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo, pois, impossível visualizá-los. Os substantivos abstratos vão, portanto, designar ações, estados, ou qualidades, tomados como seres.
EX: amor, ódio, ciúme, beleza, tristeza.

BIBLIOGRAFIA:
Terra, Ernani. Minigramática. Ed. reform. - São Paulo: Scipione, 2007.
Sacconi, Luiz Antonio. Novíssima Gramática Ilustrada Sacconi. São Paulo: Nova Geração, 2008.
Angelim, Regina Celia Cabral - Curso de língua portuguesa: da teoria a prática, morfologia - 2ª ed. -Rio de Janeiro: Fundação Trompowsky, 2009.


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