segunda-feira, 2 de abril de 2012

        Os relacionamentos interpessoais e os avanços tecnológicos

            As novas tecnologias têm funcionado como poderosas ferramentas capazes de acelerar a solução de tarefas do cotidiano, bem como levar as pessoas a viajarem por lugares desconhecidos sem nem mesmo saírem de casa. Esse instrumento de comunicação com o mundo contribui em muito para facilitar a vida diária diante do frenesi dos últimos tempos. Em contrapartida, a mesma ferramenta capaz de solucionar problemas de forma ágil tem tido efeitos colaterais: pessoas isoladas que só conseguem se comunicar atrás de um aparelho eletrônico, ou seja, as rodas de amigos estão sendo substituídas por conversas a distância, através de chats, e-mails, facebook, dentre outros.
            Outro aspecto relevante é que a atual geração tem vivido em constante conflito com as gerações da atualidade, haja vista que estas não conseguem acompanhar as mudanças tecnológicas que têm sido muito rápidas. Essa divergência tem contribuído para que seres com vivências tão diferentes estejam cada dia mais distantes uns dos outros. As gerações anteriores, ou por que não conseguem ou por que não querem acompanhar esse processo evolutivo, criam barreiras diante do novo, em contrapartida, a nova geração cria um obstáculo ao acreditar que dificilmente alguém que não nasceu dentro deste contexto conseguirá ser capaz de acompanhá-la. Assim sendo, essas diferenças de ideias têm gerado o distanciamento entre pessoas que, mesmo tão perto, estão tão longe.
            Em vista do que foi mencionado, é necessário avaliar as vantagens e desvantagens decorrentes da era digital, levando-se em conta o que queremos deixar para as gerações futuras, lembrando sempre sobre a necessidade de haver uma constante permuta entre as gerações anteriores e a atual geração no que concerne ao avanço alcançado pelo desenvolvimento. Assim como esse processo evolutivo é muito importante, é primordial também que evoluamos a cada dia nos relacionamentos interpessoais para que o nosso legado seja a preocupação em saber lidar com as máquinas, mas, sem no entanto, nos tornarmos  uma delas, dotadas de frieza e sem sentimentos, ou seja, devemos a cada dia procurar manter acesa a chama do calor humano.
Denise Ribeiro
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas


Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixam de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo faz parte da natureza dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

  Rubem Alves

Fonte:
http://piquiri.blogspot.com/search/label/Pensamentos
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO

A importância da pontuação

                                              (Hélio Consolaro* )

Recebi de um leitor (login: rondon.jr) um texto bastante conhecido, antigo, como exemplo de como a pontuação faz a diferença. A reprodução abaixo não é falta de assunto, mas uma forma de compartilhar com os leitores mais jovens as coisas antigas e boas que estão na internet.

Um homem rico estava muito doente, pediu papel e caneta, e assim escreveu:

"Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres".

Morreu antes de fazer a pontuação. Para quem ele deixava a fortuna?

Eram quatro concorrentes. O sobrinho fez a seguinte pontuação:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não, a meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres"

A irmã chegou em seguida e pontuou assim, o escrito:

"Deixo meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres."

O alfaiate pediu cópia do original e puxou a brasa pra sardinha dele:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate.

Nada aos pobres."

Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres."

MORAL DA HISTÓRIA:
Pior de tudo é saber que ainda tem gente que acha que uma vírgula não faz a menor diferença!


*Hélio Consolaro é professor de Português, cronista diário da Folha da Região, Araçatuba-SP, presidente da Academia Araçatubense de Letras, coordenador do site Por Trás das Letras.

Retirado do site: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=gramatica/docs/aimportanciadapontuacao






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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A televisão: bênção ou maldição?

A televisão é um misto de bem e mal, uma vez que, ao mesmo tempo em que traz a informação e o lazer, tornando as pessoas a cada dia mais inteligentes e alegres, também traz em sua bagagem programas altamente nocivos e manipuladores, capazes de gerar a alienação e passividade de multidões.

Além de entreter com seus programas de comédia, shows, filmes e desenhos, a televisão traz informações da atualidade através dos telejornais, documentários e programas de entrevista, que servem como auxílio para que as pessoas possam saber o que está acontecendo na sociedade em que vivem. Rubem Braga, no texto “Ela tem alma de pomba”, descreve a televisão como a companheira e amiga que lhe consola e lhe distrai em todos os mementos.

Ademais, o avanço tecnológico e capitalista dos últimos tempos ocasionou o individualismo desenfreado, e o televisor, assumiu um importe papel familiar minimizando os problemas advindos do progresso, proporcionado ao telespectador programas de entretenimento que possibilitam a essas pessoas uma interação com o mundo exterior, diminuindo assim, os efeitos desse sofrimento. Paes, em seu poema “À televisão”, relata que esse aparelho possui ainda aspecto de provedor de todas as necessidades humanas, gerando prazer até mesmo no isolamento.

Por outro lado, Eduardo Galeano, no texto “A televisão”, faz uma breve reflexão sobre o televisor e, apesar apresentá-lo como salvador da solidão e da noite, afirma ser esse também, o controlador da realidade. Cabe ainda mencionar que, por ser a televisão um instrumento que transmite ideias de outras pessoas, só que como em um monólogo, não há a possibilidade de seus espectadores se posicionarem diante do que está sendo exposto, gerando nos mesmos uma passividade, uma vez que eles tão somente absorvem as colocações por ela estabelecidas, ou seja, a televisão furta-lhes a capacidade de raciocinar, protestar e de serem ouvidos. Essa passividade acaba acarretando a alienação, haja vista que, na maioria das vezes, as pessoas tão somente recebem conceitos pré-estabelecidos por pensadores manipuladores.

Conforme pode-se observar nas disposições supraditas, é impossível desvencilhar a televisão do progresso, por ser um importante veículo de comunicação para a humanidade, pois através dela temos conhecimento dos mais diversos fatos do tempo passado, presente e futuro, porém, há de se convir também que, por ser tão abrangente sua atuação social, a televisão não ficaria imune aos anseios de poderosos e gananciosos, por isso, é perfeitamente perceptivo que ela acabe por causar males homéricos à humanidade. No entanto, há algumas indicações de como lidar com essa nocividade incontrolável, como a escolha de programas saudáveis, a busca de outros meios de comunicação para refletir sobre ideias, o uso não excessivo e, principalmente, o diálogo com outras pessoas a fim de manifestar também suas ideias.

Denise Ribeiro

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